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Nous Divino
sábado, 4 de julho de 2015
domingo, 6 de junho de 2010
O Julgamento do Acho
Um dia desses, almoçando com um grande amigo – o Sidi – tivemos um diálogo que foi, no mínimo, sui generis, que se deu mais ou menos nos seguintes termos:
– e aí, Sidi, como vão as coisas? – iriam bem, se não fosse o tal do achismo... – Achismo? – É, achismo. "Eu acho isso", "eu acho aquilo". – Mas qual o problema nisso? – É que o povo não tem certeza de nada, apesar de falar de tudo! – Bem, isso é verdade. – Hoje em dia, é preciso ter muita coragem para dizer "isso é" ou "isso não é", pois a maioria das pessoas se esconde atrás do confortável "acho". O diálogo foi assim se desenvolvendo e o discurso do Sidi foi se tornando cada vez mais acalourado e indignado. O "acho" estava no banco dos réus e, diante de tão percuciente acusação e do conjunto probatório, seria inevitavelmente condenado. – tu consegues me entender, meu amigo? O acho é o mal do mundo! – Bem... da maneira como tu estás colocando, parece fazer sentido... – claro que faz sentido! É um absurdo. Ninguém tem certeza de nada! É só o tal do acho! Após o seu efusivo discurso ele arrematou: – fala a verdade: tu não achas que eu tenho razão? – "acho"! Foi uma das cenas mais engraçadas da minha vida! Não conseguimos parar de rir por um bom tempo!
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A Extinção do Ofendido
Ouvi uma bela passagem da vida de Mahatma Gandhi em uma paletra de Huberto Rohden, que suponho tenha sido proferida e gravada nos anos 70. Rohden relata que Lorde Mountbatten, o último governador Britânico na Índia, após a declaração de independência, pediu desculpas ao povo indiano e, principalmente, a Gandhi pelo longo período de dominação. Gandhi, no entanto, não deu muita atenção ao pedido de desculpas e tampouco a própria declaração de independência da Índia, pois, ao que parece, estava mais preocupado em solucionar alguns conflitos que estavam ocorrendo entre hindus e muçulmanos. Quando foi localizado por um jornalista, foi lhe perguntado se aceitava ou não tal pedido. O jornalista ficou perplexo com a resposta negativa de Gandhi, ao que redarguiu: – mas o senhor, sendo uma pessoa iluminada, não aceita um pedido de desculpas? Ao que Gandhi respondeu: – não aceito o pedido de desculpas porque nunca fui ofendido... Rohden aproveita esse diálogo que teria se dado entre Gandhi e um jornalista, para elucidar parte da filosofia que ele denomina de Filosofia Cósmica. No caso relatado, apesar de todas as dificuldade e sacrifícios pelos quais sabidamente Gandhi foi submetido, ele não se considerava uma vítima, sequer acreditava ter sido realmente ofendido por alguém. Parece que a Grande Alma descobriu que era mais fácil acabar com um único ofendido – ele mesmo – do que com vários ofensores. Isso lembra uma pouco a Filosofia de Jesus e dos estóicos. O mal ou o bem não decorrem de circunstâncias externas, mas sim daquilo que está dentro do nosso ser. O que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem. (Mateus 15: 18-20) Parafraseando Rohden, só precisa ser recompensado aquele que se encontra descompensado, o que, com toda a certeza, não era o caso de Mahatma Gandhi. Essa pequena e ilustrativa história certamente nos faz lembrar de algumas teologias que esboçam Deus como um ser que fica contabilizando os nossos erros (negativo) e acertos (positivo) e que, ao final, sente-se muito ofendido quando o nosso saldo está no negativo. Isso é, no mínimo, estranho! Se um ser humano como Gandhi não se sentia mais ofendido com as faticidades, com as exterioridades, como podemos ter a pretensão de acreditar que podemos ofender a Deus? Talvez porque, muitos de nós, veja Deus de acordo com os atributos humanos. Aliás, com atributos de humanos não muito elevados espiritualmente... |
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Intuição Espiritual e Erudição Intelectual
"Porquanto, convém notar, pode existir a mais alta intuição espiritual em um homem cientificamente analfabeto e sem erudição intelectual. Muitas vezes, a erudição intelectual é até um obstáculo à intuição espiritual, não em si mesma, mas porque o homem altamente intelectualizado facilmente se convence de que, além do plano intelectivo, nada mais existe digno de ser atingido, caindo assim vítima de uma deplorável autocomplacência narcisista, que fecha todas as portas a uma evolução ulterior, rumo ao conhecimento intuitivo. Todo conhecimento sensitivo-intelectivo é analítico, sucessivo, parcelado - o conhecimento intuitivo, racional, espiritual, é sintético, simultâneo, total. Aquele é comparável a um andar passo a passo - este se parece antes com um voar a jato." (HUBERTO ROHDEN - O Pensamento Filosófico da Antiguidade – p. 50) |
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
A Serpente Enaltecida
"Jesus, a mais deslumbrante encarnação do Cristo Cósmico, compara-se a si mesmo com a 'serpente enaltecida', isto é, com a consciência espiritual, própria do 'filho do Homem', do homem por excelência, do pleni-homem. E se algum homem ferido pela serpente rastejante da consciência individual, egoística, pecadora, se entregar com fé e inteira confiança à consciência espiritual da 'serpente enaltecida', do Emanuel, do Cristo inteiro, esse Cristo acordará na alma humana e dará ordem aos ventos e às águas - e far-se-á grande bonança na vida humana, e logo o homem se verá chegado à praia longínqua que demandava ... Todos nós, mordidos pela serpente rastejante da consciências personal e pecadora, seremos curados pela consciência universal da serpente sublimada. O Cristo já está em nós, como que 'concebido', mas ainda não 'nascido'; anda como que em gestação, em viagem, rumo a Belém, a gloriosa Belém do nascimento da consciência divina, ou, no dizer do Mestre, o 'renascimento pelo espírito'." (HUBERTO ROHDEN - Em Comunhão com Deus, p. 36) |
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O Fim da Ilusão do Tempo
O "tempo" certamente é um dos mais áridos e fascinantes temas da Filosofia. Sem adentrar nas principais questões que o envolvem, transcrevo abaixo uma pequena passagem do livro o Poder do Agora, de ECKHART TOLLE, que é, no mínimo, interessante: "O segredo está em acabar com a ilusão do tempo. O tempo e a mente são inseparáveis. Tire o tempo da mente e ele pára, a menos que você escolha utilizá-la. Estar identificado com a mente é estar preso ao tempo. É a compulsão para vivermos quase exclusivamente através da memória ou da antecipação. Isso cria uma preocupação infinita com o passado e o futuro, e uma relutância em respeitar o momento presente e permitir que ele aconteça. Temos essa compulsão porque o passado nos dá uma identidade e o futuro contém uma promessa de salvação e de realização. Ambos são ilusões." – p. 51 |
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
A Filosofia Estóica
"O estoicismo é, substancialmente, socrático-universalista; mas, diversamente dos cínicos, não pensa que a felicidade do homem consista em não possuir nada, e sim em não ser possuído por coisa alguma, seja de fora, seja de dentro. Pode o homem possuir externamente o que quiser, mas não deve internamente ser apegado a coisa alguma, de maneira que suas posses sejam a causa de sua felicidade, ou a falta dessas posses seja a causa da sua infelicidade. A felicidade não está naquilo que o homem possui, porém no modo como o possui." (O Pensamento Filosófico da Antiguidade – HUBERTO ROHDEN) |
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